23 janeiro 2013

Pesquisa pode revolucionar a tecnologia de captura de imagens.

Mais eficiente, versátil e barato, sistema poderá substituir lentes, obturador e sensores de imagem.


John Hunt, e Tom Driscoll.  Duke University Photography.

John Hunt e uma equipe de pesquisas da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, desenvolveram uma forma de comprimir a imagem durante a própria captura, o mecanismo deixaria de comprimir o arquivo em si, mas sim criaria uma imagem já “filtrada”, mais leve e sem perder a qualidade.


O projeto cria um sensor com metamateriais(definição dada a qualquer tipo de material que é produzido artificialmente com propriedades que não se encontram na natureza), que possuem propriedades especiais na forma de reação à luz,  permitindo que próprio sensor seja responsável por substituir as lentes, captando as imagens.

O sensor criado dessa forma é um tipo de laminado fino, com dezenas de linhas formadas por quadrados de cobre. Esses pontos de cobre funcionam como antenas e cada um é ajustado para captar diferentes ondas de luz.


As antenas conseguem captar distintas frequências de luz, captando detalhes ainda mais nítidos da cena. De forma oposta ao sistema atual, a captação de imagens não se preocupa com o tamanho do arquivo final, mas sim em preservar o conteúdo de cada fotografia.

Para isso, os próprios pontos de cobre eliminam as frequências de luz desnecessárias para completar o conteúdo da fotografia. É essa filtragem e eliminação de informações desnecessárias que cria a compressão da foto, diretamente do sensor da câmera, sem precisar de qualquer mecanismo ou hardware para a tarefa.

Nos testes feitos pela equipe da Universidade de Duke, os protótipos foram capazes de capturar imagens e reconstruir as cenas em um computador de forma tão veloz que elas foram processadas e transmitidas em tempo real, sem precisar de qualquer processo específico de pós-compressão.

Além da velocidade, o sistema permite que a captação de imagens seja mais barata e versátil. As inovações não se resumem ao mercado de câmeras digitais, já que os desenvolvedores apontam que o sistema também traria benefícios para outros equipamentos que utilizam a luz para captar imagens, como máquinas de raio x.

O projeto é bastante inovador, mas ainda não saiu da fase de protótipos feitos para os primeiros testes, por isso é impossível ter uma previsão de tempo até que o sistema possa ser comercializado.


Fontes: TecMundo, Ecnmag, Photonics e  www.duke.edu




4 comentários :

  1. interessante tomara que essa tecnologia não demore a se implementada a nosso quotidiano.

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  2. explicou tudo mas nao explicou nada..eai: vao haver muitas mudansas na resolusao,melhorias na kestao memoria,filtragens especiais????

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  3. Por se tratar de uma descoberta em pesquisa muito recente, realmente não temos muitas informações.

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  4. Um dia vamos rir do modo de captura atual, as máquinas fotográficas mudaram bastante mas o princípio básico continua o mesmo,então estamos abertos a inovação, que venha!

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