quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Fotógrafos: Man Ray, um representante da arte moderna.

Man Ray, um artista que representa o espirito da arte moderna.

Man Ray Glass tears (variant) 1932.

Emanuel Rudzitsky (1890 - 1976), nome verdadeiro do artista, se destacou por inovações artísticas na fotografia, embora sua produção não seja restrita à fotografia, como muitos outros artistas de sua época, Man Ray também foi um multi-talento, realizando pinturas, esculturas, colagens e também trabalhando como diretor e cineasta.

Em 1915, ele conheceu em Nova York o artista Marcel Duchamp. Os dois não se tornaram somente grandes amigos, mas também compartilhavam um conceito artístico comum, que entrou para a história da arte e da literatura como Dadaísmo. Como um dos fundadores do grupo Dadá em Nova YorkMan Ray quebra com o realismo da fotografia de seu tempo.

Man Ray, Observatory Time, The Lovers 1936

A partir de 1921, Man Ray passou a morar em Paris e se aliou aos Surrealistas. Sob influência da psicanálise de Sigmund Freud, apostava-se no inconsciente, nos sonhos como fonte de inspiração artística. Certa vez, Man Ray declarou: "Eu não fotografo a natureza, eu fotografo as minhas visões." 

Essa "arte do absurdo" era uma contraproposta à arte convencional burguesa – uma burguesia que acabou por levar o mundo a uma guerra. Da mesma forma que o dadaísmo, o surrealismo era considerado um movimento anarquista, que encontrou seu fim durante a Segunda Guerra Mundial.




Foi um grande defensor da fotografia como arte , é o autor da foto criativa, elaborada construída ou improvisada, tentando sempre uma aproximação entre fotografia e pintura. É o pioneiro da desconstrução da fotografia com a transformação de fotos tradicionais em criações de laboratório, usando muitas vezes distorções de corpos e formas.

Seus auto-retratos, uma forma de expressão que também se ampliou no seculo XX, são uma representação da busca do auto-conhecimento do homem moderno, utilizando técnicas como solarização (técnica pela qual inverte parcialmente os tons da fotografia)  e distorções




Em suas imagens o jogo de luz e sombra é marcante, utilizado para criar certa confusão óptica/mental das formas dos objetos e das suas respectivas sombras.  Lidando com os princípios básicos da fotografia, ele inova, busca o relevo, a terceira dimensão e, para alcançar isso, começa a usar o fotograma, que ele chama de raiografia, uma técnica em que os objetos são colocados sobre o papel fotográfico em um quarto escuro e expostos à luz sem a utilização da câmera.

Como cineasta, produz filmes surrealistas, como L’Étoile de Mer (1928), com o auxílio da técnica da solarização. Muda-se para a Califórnia em 1940, para explorar as possibilidades expressivas da fotografia, onde fotografa as estrelas de cinema de Hollywood, como Ava Garder, Marylin Monroe e Catherine Deneuve.



O tão esperado reconhecimento internacional por seus experimentos só veio em 1961 com Medalha de Ouro da Bienal de Fotografia de Veneza. Em 1963 publica sua autobiografia. E, nos anos 70, quando surge o Pós-Modernismo, Andy Warhol começa a fundir ainda mais os elementos pesquisados por Man Ray e a fotografia passa a ganhar, a partir daí, o status de obra de arte. Man Ray falece em Paris em 18 de Novembro de 1976.

“A natureza não cria obras de arte. Somos nós, com a peculiar capacidade de interpretação do cérebro humano, que vemos arte.” Man Ray

Man Ray representou a figura do artista multifacetado e vanguardista, um artista moderno que através do desenvolvimento de suas técnicas amplia sua visão e sua expressão de um mundo em constantes transformações.


Conheça mais:


Man Ray photo


Man Ray trust





segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Papo de estúdio #01


sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Fotógrafos: Niépce, o pioneiro.

Conheça o criador da heliografia, processo considerado como o primeiro da história a fixar uma imagem.


'View from the Window at Le Gras', primeira foto da história - Joseph Nicéphore Niepce.

Joseph Nicéphore Niépce (1765-1833), nasceu na pequena cidade francesa de Chalon-sur-Saône , desenvolveu um forte interesse pela física e química e, na vida adulta, tornou-se um cientista amador e inventor, sendo autor de pesquisas fundamentais para a invenção da fotografia.

Niépce começou seus experimentos fotográficos (1793), tentava obter imagens gravadas quimicamente com a câmara escura, durante uma temporada em Cagliari, mas as imagens desapareciam rapidamente gerando sua primeira curiosidade no assunto. Com a popularidade da litografia na França, resolveu estudar o aprimoramento de um novo método de reprodução de imagens permanentes através da câmera escura sobre o material litográfico utilizado na imprensa (1813).

O estúdio e o laboratório fotográfico mais antigo do mundo.

Ele conseguiu reproduzir a paisagem vista da janela de sua oficina e fotografias rudimentares com chapas de vidro, mas ainda sem estabilidade. Seguindo suas pesquisas, ele conseguiu imagens que demoraram a desaparecer (1824) e posteriormente (1826), com uma câmara escura, conseguiu reproduzir uma paisagem em uma chapa de estanho e o primeiro exemplo de uma imagem permanente ainda existente. Ele chamou o processo de heliografia, gravura com a luz solar, que demorava oito horas para gravar uma imagem.

Placa usada como negativo da primeira fotografia em 1826 - Joseph Nicéphore Niepce

Apesar desta imagem não conter meios tons e não servir para a litografia, ela é considerada como a primeira fotografia permanente da história, intitulada: "View from the Window at Le Gras", a tradução do título faz referência a imagem feita a partir da janela de seu laboratório em 1826 na cidade de Saint-Loup-de-Varennes, na França.

Associou-se ao químico e pintor parisiense Louis-Jacques-Mandé Daguerre (1787-1851), a fim de aperfeiçoar e explorar a técnica heliográfica e melhoraram o método substituindo as placas de metal revestidas de prata por estanho e escurecer as sombras com vapor de iodo (1829). O novo processo foi detalhado no contrato de sociedade com Daguerre, que com estas informações pode descobrir (1831) a sensibilidade da prata iodizada à luz.

Morreu aos 68 anos (1833), em Chalon-sur-Saône e seus conhecimentos tornaram-se preciosos para Daguerre, mas isso é um outro capitula na história da fotografia...

O processo de heliografia demonstrado por Niépce, apesar de rudimentar e de pouca resolução, marcou seu nome na história, pela primeira vez na história da humanidade uma imagem era produzida diretamente pela luz e permanecia visível, seus experimentos foram fundamentais para o posterior surgimento da fotografia, um novo meio de comunicação e linguagem que mudariam o mundo.


Joseph Nicéphore Niépce
Joseph Nicéphore Niépce


Conheça mais sobre Niépce :

Museu Niépce 


Musée-Maison Nicéphore Niépce 


Homenagem a Joseph Nicéphore Niépce

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Papo de estúdio. #00



sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

A primeira fotografia do Brasil.

Em janeiro de 1840 o Brasil conhecia a daguerreotipia, era o incio da fotografia no país.

A primeira fotografia do Brasil.- Louis Compte 1840.

Em 17 de janeiro de 1840, o “Jornal do Comércio” informa sobre a última novidade tecnológica surgida na Europa que acabara de chegar ao Brasil:

"É preciso ter visto a cousa com os seus próprios olhos para se fazer ideia da rapidez e do resultado da operação. Em menos de 9 minutos, o chafariz do Largo do Paço, a Praça do Peixe, o Mosteiro de São Bento e todos os objetos circunstantes se achavam reproduzidos com tal fidelidade, precisão e minuciosidade, que bem se via que a cousa tinha sido feita pela mão da natureza, e quase sem a intervenção do artista"....

Veja a reprodução da noticia aqui.

Local da primeira fotografia no Brasil.- Google Maps.

A noticia referia-se ao dia 16 de janeiro de 1840, quando o abade Louis Compte, capelão de um navio-escola francês (corveta franco-belga L’Orientale) que aportou de passagem pelo Rio de Janeiro, trouxe a novidade de Paris para a cidade, introduzindo a Daguerreotipia no país.

Além da primeira imagem de processo fotográfico produzida na América do Sul a imagem de Compte é uma das primeiras, em toda a história da fotografia, em que aparecem, com nitidez, pessoas e animais em um logradouro público.

O momento histórico, seguido por mais duas demonstrações do funcionamento do processo, inclusive uma ao imperador D. Pedro II no dia 20 de janeiro, que dois meses depois tornava-se o primeiro fotógrafo brasileiro, com apenas 15 anos de idade; teve impacto na história da fotografia, pois a coleção que foi reunida durante vários anos pelo Imperador, é o maior e mais diversificado acervo de fotografia oitocentista constituído por um particular.

Monumento à primeira fotografia no Brasil. Pref. Rio de janeiro-2016.

Em 2016 o local recebeu o Monumento à Primeira Fotografia feita na América do Sul. Instalada entre o Paço Imperial e o prédio anexo da Alerj, a obra foi oferecida ao Rio de Janeiro pela Prefeitura de Paris e faz parte do programa de comemoração dos 200 anos da Missão Artística Francesa no Brasil.

Uma forma de perpetuar uma historia, ainda hoje, pouco conhecida pelos brasileiros.

Fontes: Biblioteca Nacional, Prefeitura do Rio de Janeiro

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Grupo de fotógrafos lança a Revista 22.

O Bulb f/22 convida todos a prestigiar o lançamento da REVISTA 22.


O grupo Bulb f/22 é formado por fotógrafos que compartilham de um ambiente de discussão e produção de fotografia não comercial.

O grupo, formado por 20 fotógrafos, apresenta nessa primeira edição uma parte do trabalho realizado nesses 3 anos de atividade, trazendo mais uma vez ao público a diversificada produção de seus membros.

A fotografia não deve se submeter somente ao impulso elétrico do sensor digital e ao brilho do pixel no monitor.

Depois de realizar três exposições, chegou a hora de apresentar a primeira edição da Revista 22. O lançamento acontecerá no bar Galeria 540, no dia 25/11 (Sábado) a partir das 18h.

GALERIA 540

Rua Mourato Coelho, 540 - Pinheiros - São Paulo
25/11 (Sábado) a partir das 18h
Entrada Franca.



quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Exposição: Uma viagem ao mundo antigo

Exposição mostra fotografias raras do acervo da Biblioteca Nacional.


D. Pedro II, imperador do Brasil de 1840 a 1889, era um amante da fotografia – é até mesmo considerado o primeiro fotógrafo brasileiro. Deixou uma coleção de 23 mil peças - parte integrante de sua biblioteca particular -, a maior parte doada à Biblioteca Nacional após a proclamação da República. Parte da coleção de fotografias estará exposta pela primeira vez na Biblioteca Nacional a partir do dia 30 de outubro, na mostra “Uma viagem ao mundo antigo – Egito e Pompéia – nas fotografias da Coleção D. Thereza Christina Maria”.

A parcela da doação que coube à Biblioteca Nacional consiste de 100 mil itens, aproximadamente, entre livros, publicações seriadas, mapas, partituras, desenhos, estampas, fotografias e outros documentos impressos e manuscritos. A seu pedido, foi denominada Coleção D. Thereza Christina Maria, em homenagem à imperatriz.

D. Pedro II formou a coleção, principalmente, através da contratação do trabalho de muitos profissionais - alguns ganharam até o título de "Photographo da Casa Imperial" – e da aquisição de fotografias estrangeiras, principalmente durante as viagens ao exterior do casal imperial. O resultado é a maior e mais abrangente coleção de documentos fotográficos brasileiros e estrangeiros do século XIX existente numa instituição pública de nosso país.

É composta por imagens referentes ao Brasil e ao mundo do século XIX, que retratam a realidade do período e refletem a personalidade do imperador e seus interesses.

O reconhecimento internacional do valor cultural desta coleção foi obtido através de sua inscrição no Registro Internacional da Memória do Mundo da UNESCO, em 2003. Assim, esta coleção tornou-se o primeiro conjunto documental brasileiro a integrar este programa da UNESCO.

A mostra da Biblioteca Nacional, com 119 imagens, que tem curadoria de Joaquim Marçal, levará ao público originais fotográficos que ficaram guardados, sem qualquer manuseio ou exposição à luz, por aproximadamente um século.

Dividida em dois módulos, evoca a antiguidade a partir das ruínas do Egito Antigo e de Pompéia e, simultaneamente, alguns aspectos importantes da história das imagens e de sua reprodutibilidade – com destaque para a fotografia, mas sem deixar de levar em conta os processos que a antecederam e com ela coexistiram. A ideia é exibir as diversas técnicas de reprodução experimentadas no século XIX.

Trechos de diários e imagens das viagens do imperador ao Egito e Pompéia revelam o seu fascínio pelo Oriente Médio e pela fotografia.

“Desembarcando às 6 ½ [da manhã], parti montado em burrico, de modo muito característico – o cavalo e o camelo só figuram nos monumentos egípcios depois da décima dinastia (3000 a. C.)”

“[...] às 7 [da noite] ancoramos perto da margem esquerda e um pouco a montante de Manfalout. Esteve admirável o crepúsculo com os seus matizes esverdeados e vermelho-claro. 7h40m: As estrelas brilham como diamantes no meio de carvão. Antes de dormir, estudo a gramática hieroglífica de Brugsch. Confesso que muito se tem progredido em matéria de interpretação de hieróglifos, mas é preciso dizer que muita coisa tem sido quase adivinhada”.

Obras do egiptólogo Auguste Mariette-Bey, fundador do Museu do Cairo, com quem D. Pedro II travou relações e do fotógrafo e documentarista inglês, pioneiro na edição de livros fotográficos, Francis Frith, são os destaques da exposição.

Também chamam atenção o conjunto de fotos de Pompeia, do fotógrafo italiano Michele Amodio, e os maravilhosos trabalhos do arquiteto inglês Owen Jones no livro A gramática do ornamento, um compêndio das linguagens visuais adotadas nos ornamentos de diversas culturas desde o Egito Antigo.

O curador Joaquim Marçal diz ter encarado com grande alegria a oportunidade de atuar na exposição, que é absolutamente singular. Viagem ao mundo antigo é uma valiosa oportunidade para darmos a ver um dos muitos segmentos de fotografia estrangeira da Coleção D. Thereza Christina Maria. Aquelas ruínas [das fotos] encerram sete mil anos de história e ninguém fica indiferente, diante dessas imagens.

Em breve, a Biblioteca Nacional vai lançar um catálogo da exposição, com reprodução de todas as obras, referências completas, um texto do curador e outro da historiadora da arte Maria Eduarda Marques, coordenadora de Cooperação e Difusão da Fundação Biblioteca Nacional.

Para a presidente Helena Severo, a exposição, que reinaugura o espaço Eliseu Visconti após as obras de restauração das fachadas do prédio da Biblioteca Nacional, oferece oportunidade ímpar aos visitantes, que poderão usufruir originais raros e preciosos, testemunhos de momentos marcantes da história da humanidade, legados por D. Pedro II.


A MOSTRA

EGITO
O primeiro módulo da exposição é referente ao Egito, onde os povos estabelecidos à margem do Rio Nilo, por volta dos 5000 A.C. desenvolveram a primeira civilização conhecida da humanidade.  Estão expostas 20 pranchas de fotogravuras do álbum Viagem ao Alto Egito, Mariette-Bey. Embora se trate de imagens estampadas com o emprego de tintas, o resultado é impressionante e belo, estando muito próximo de um original fotográfico.

Também está neste módulo a segunda edição, de 1872, de Itinéraire de la Haute-Égypte, de Mariette, escrito em 1869 por ocasião das festas de inauguração do Canal de Suez, em edição fora do comércio, especial para os convidados.

Pompeia
Em sua terceira e última viagem ao estrangeiro, D. Pedro II atendeu ao desejo da imperatriz e foi a Pompeia, tema do segundo módulo da exposição.

D. Thereza Christina sempre nutriu especial interesse pelo tema – tendo inclusive intercedido para que fossem enviadas ao Brasil diversas peças recuperadas das escavações. Naquela oportunidade, o imperador subiu à cratera do Vesúvio e o casal percorreu as ruas de Pompeia – até hoje, um dos sítios arqueológicos mais visitados do planeta.


Exposição: Uma viagem ao mundo antigo 

Fundação Biblioteca Nacional
Av. Rio Branco 219 - Rio de Janeiro, RJ
Data:  de 1/11/2017 a 30/1/2018
Período e horários:
terça a sexta-feira - das 10h às 16:30h
sábado - das 10h às 14:30h

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Exposição: Retratos, Diálogos da Identidade.

Famosos e anônimos registrados pelas lentes de célebres fotógrafos.


O retrato é o gênero dominante na fotografia e tem sido reconfigurado desde os primeiros passos da invenção deste meio de comunicação em 1839. Aqui podemos observar através das lentes dos fotógrafos Martin Parr, Paolo Pellegrin, Elliott Erwitt, Philippe Halsman, Bruce Gilden e Steve McCurry novas provocações, estilos, métodos e tecnologias vigentes para as múltiplas expressões da identidade.


Este grupo de artistas dialoga com uma série de complexas interações entre a psicologia, sociologia, estética, culturas filosóficas e ideológicas, descrevendo o indivíduo e mostrando porque, desde o seu início, a fotografia é um fenômeno de massa.


Philippe Halsman mostra seu famoso ensaio Jump, onde apresenta as personalidades como Grace Kelly, Salvador Dalí, Muhammad Ali, Marilyn Monroe e Jerry Lewis em ação; Bruce Gilden revela imagens nas ruas de Nova Iorque; Martin Parr apresenta seus autorretratos; Elliott Erwitt explora fotos de famílias; Steve McCurry exibe suas clássicas imagens coloridas na Ásia e Paolo Pellegrin expõem as personalidades do cinema como Brad Pitt, Penélope Cruz, Kate Winslet e Leonardo DiCaprio, entre outros.

Exposição: Retratos, Diálogos da Identidade

Curadoria de João Kulcsár

CENTRO CULTURAL FIESP
Galeria de Fotos do SESI-SP
Av. Paulista, 1313
De 3 DE OUTUBRO A 27 DE DEZEMBRO
Diariamente, das 10h às 20h
Gratuito



Fonte: SESI-SP

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Semana Fullframe de Fotografia

Escola  de fotografia completa 10 anos e traz programação especial para comemorar.


A Full Frame Escola de Fotografia faz uma programação especial para comemorar seus 10 anos de existência. O projeto da escola foi desenvolvido em 2007. Nesse período mais de 6.000 alunos se formaram nos cursos da escola.Hoje é dirigida por um de seus fundadores, o professor Rodrigo Zugaib, com mais de 15 anos de experiência em salas de aula. Possui três unidades, localizadas nos bairros de Pinheiros e Tatuapé e Santana, São Paulo. 

O evento comemorativo contará com palestras, oficinas, exposições, debate, bate-papo sobre vários temas.

A abertura será com exposição e debate aberto ao público com os fotógrafos do Bulb f/22.

Júnior Ribeiro vai arrasar no tratamento, ao vivo, para quem quiser acompanhar, babar e aprender um pouco mais sobre a forma eficiente e profissional de tratamento de imagem.

Carlos Marien fará uma oficina sobre impressão.

Bate-papo sobre Newborn com Tathiana Gimenez, uma troca de experiências e informações valiosas para quem se interessa pela área.

Todas as atividades gratuitas e vagas limitadas.

Companhem a programação e se inscrevam pelo email: semana@fullframe.com.br.



Semana Fullframe de Fotografia

De 26 de setembro às 19:00 a 30 de setembro às 23:59

FullFrame Escola de Fotografia
Pinheiros: Av. Pedroso de Moraes, 99.
Tatuapé: Rua Dr. Ângelo Vita, 380.
Santana: Avenida Leôncio de Magalhães, 1289
atendimento@fullframe.com.br

http://www.fullframe.com.br

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Exposição: Robert Frank: Os Americanos e Os livros e os filmes

A obra de Robert Frank, um dos nomes mais importantes da história da fotografia, será apresentada no novo IMS Paulista.


É a primeira vez que a famosa série Os americanos, do fotógrafo Robert Frank será exibida no Brasil. A coleção, com 83 fotografias em cópias da década de 1980, pertence à coleção da Maison Européenne de la Photographie, de Paris, e é uma das poucas séries completas da obra de Frank. Também será apresentado o projeto Os livros e os filmes, desenvolvido por Robert Frank em parceria com o renomado editor e impressor Gerhard Steidl.

Os americanos é o resultado da jornada de Frank pelos Estados Unidos, em que percorreu quase todos os estados. Fruto de uma bolsa da Guggenheim Fellowship, a viagem de Frank em um velho carro usado durou cerca de nove meses, entre 1955 e 1957, e originou mais de 28 mil fotografias, que se tornaram verdadeiros retratos de uma América multifacetada. No projeto, concebido e construído em intensa interação com o fotógrafo Walker Evans, seu amigo e mentor, o registro dos personagens do país em recortes sociais, econômicos, culturais e políticos distintos deram origem a um livro homônimo, cuja versão brasileira será publicada pelo IMS – em parceria com a célebre editora alemã Steidl.

Em Os americanos, Frank revela plena maturidade artística, desenvolvendo uma síntese de suas inquietações em relação à fotografia e aos limites dela como linguagem. Apesar de ter construído uma representação do país e de seus habitantes na década de 1950, de forte caráter autoral, o projeto teve lenta aceitação nos EUA. Mas, por romper definitivamente com o predomínio da técnica sobre a intuição e a expressão pessoal, aos poucos se tornou um marco divisor da fotografia no século XX. A obra de Frank privilegia experimentação e busca, numa poética própria de engajamento com seus temas, embate profundo com seus próprios sentimentos e permanente questionamento da realidade que o cerca. Em imagens de aparente imperfeição, sombras e áreas com pouca definição favorecem abstração e iconicidade. Com Os americanos, Frank inaugurou a fotografia de rua (street photography) e de estrada, livre de retórica e narrativas estruturadas. Uma ode poética que se tornou modelo e referência para artistas posteriores.


Os livros e os filmes é uma montagem itinerante que une duas facetas de Frank, a de fotógrafo e a de cineasta. Concebida e com curadoria de Gerhard Steidl, em parceria com Frank, a mostra já foi apresentada em diversos países, mas esta será a primeira vez em que poderá ser vista ao lado de uma tiragem original de Os americanos.

Trabalhando com o fotógrafo desde 1989, Steidl, que já publicou 31 títulos de Frank, entre livros e caixas com sua filmografia completa, criou uma série extensa de banners de até três metros de comprimento, impressos a cada edição da mostra em alta qualidade sobre papel de imprensa. Na exposição, as fotografias de 24 livros de Frank foram impressas em sequências de quatro a cinco e instaladas diretamente na parede, sem molduras. Funcionam como efêmeros e impactantes outdoors, emulando livros abertos e expandidos que recobrem as paredes da galeria. Lado a lado com trechos de sua produção em filmes e vídeos, páginas e frames, revelam a intensidade de sua produção, um verdadeiro espaço de imersão que é, a pedido de Frank, destruído e descartado ao final de cada mostra. Afirma-se, assim, a percepção do artista de que sua obra sobrevive plenamente na forma democrática e acessível dos livros de autor e dos filmes que produziu, num diálogo direto e de igual relevância com sua produção fotográfica original, hoje reunida e preservada em importantes museus internacionais, porém cada vez de circulação mais restrita, por sua raridade e valor.

Desde seus primeiros trabalhos, Frank percebeu que o formato de livro fotográfico de autor poderia ser uma ferramenta estrutural para a criação de suas narrativas poéticas e visuais. Essa mesma percepção foi o que o levou posteriormente ao cinema e ao vídeo. Por reunir dimensões essenciais da obra de Frank, como sua obra fotográfica original e a importância que dava à difusão de sua obra em livros e produções audiovisuais, a mostra do IMS é, de certa forma, inédita, e traz, como tema subjacente, as diferentes formas de circulação e impacto da fotografia na cultura.


Com curadoria de Samuel Titan Jr., Sergio Burgi e Gerhard Steidl, Os americanos e Os livros e os filmes formam um belo painel sobre o artista que retratou, compreendeu e expressou em profundidade a América e a geração beat nos anos 1950. Ao mesmo tempo, Robert Frank expandiu as fronteiras da linguagem da fotografia e do cinema na segunda metade do século XX.

Paralelamente, será realizada a mais completa retrospectiva da filmografia de Frank no Brasil. Serão exibidos na própria sala de exposição e no cineauditório do IMS 25 títulos, entre curtas, médias e longas-metragens, a maioria em 35 mm e 16 mm. Entre eles, Pull My Daisy, filme inaugural de Frank, baseado em texto de Jack Kerouac.

Robert Frank: Os Americanos e Os livros e os filmes

IMS Paulista
Avenida Paulista, 2424 - São Paulo/SP
Entrada gratuita
De 20 de setembro a 30 de dezembro de 2017
Horário:  terças a domingos, das 10h às 20h. Às quintas, das 10h às 22h

www.robertfrank.ims.com.br




 
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