26 março 2015

Museu da Imigração inaugura exposição ‘Retratos Imigrantes’

A curadoria faz um intercâmbio entre os acervos do Museu da Imigração do Estado de São Paulo e do Museu da Imigração de Ellis Island (Nova Iorque)


Com apoio do Consulado Geral dos Estados Unidos da América em São Paulo, a exposição Retratos Imigrantes promove um intercâmbio entre os acervos iconográficos do Museu da Imigração e do Museu da Imigração de Ellis Island, em Nova Iorque. Composta por 50 fotografias das duas primeiras décadas do século 20, a exposição compartilha as semelhanças do cenário imigratório da época nos dois países. A inauguração está marcada para o dia 27 de março no MI, às 19h, com apresentação musical do Grupo de Choro EMESP, e no dia 2 de maio no Museu da Imigração de Ellis Island, em Nova Iorque.

O diálogo inédito entre parte dos acervos das duas instituições – ambas sediadas em antigas hospedarias de imigrantes – tem como objetivo a preservação da história e memória do processo migratório para construção de seus países. Das 50 imagens que serão expostas no Brasil pela primeira vez, 35 são do acervo do Museu de Ellis Island da coleção fotográfica de Augustus F. Sherman (1865-1925) – funcionário administrativo da antiga hospedaria de Nova Iorque que retratou por duas décadas os imigrantes que chegavam aos Estados Unidos. “Sherman foi o primeiro a fazer esses registros em um momento muito importante da fotografia documental. Embora fosse um fotógrafo amador, seu material tem rigor técnico. Ele captou imagens fortes que transmitem o olhar de esperança, cansaço e o aparente questionamento do desconhecido, do que estava por vir”, ressalta o fotógrafo e professor João Kulcsár, curador da exposição. “A exposição une essas imagens que apresentam conteúdo e estética muito semelhantes”, completa.

A exposição temporária fica no Brasil de 27 de março a 6 de setembro, e chega a Nova Iorque no dia 2 de maio, permanecendo para visitação até 30 de setembro de 2015. O Museu da Imigração de Ellis Island prevê receber cerca de 250 mil pessoas para a mostra que terá a configuração de 35 fotos do acervo do Museu da Imigração do Estado de São Paulo/APESP, composto por imagens da Hospedaria de Imigrantes do Brás, e 15 fotografias de Sherman.


Exposição “Retratos Imigrantes” no Museu da Imigração
Data: 27 de março 
Horário: 19h 
Local: Museu da Imigração
Rua Visconde de Parnaíba, 1316 – Mooca – São Paulo

Gratuito (inauguração). 
Visitação a partir de 28/03: R$6

Photoimge Brasil de cara nova em 2015.

Experiência além da imagem é o mote da nova campanha da Feira, que virá com grandes novidades.


Consolidada como a maior feira de Foto e Vídeo da América Latina, a 23ª edição da PHOTOIMAGE BRASIL, que acontece no mês de Agosto em São Paulo, se apresenta de cara nova. Visitantes poderão viver e experimentar sensações e emoções que existem por trás da captação, produção e finalização de uma imagem ou vídeo, tudo que inspira e influencia a sua concepção.

Assim como a fotografia passou por transformações ao longo das últimas décadas, a PHOTOIMAGE BRASIL evoluiu, adequando-se às novas demandas da indústria.

“Nosso objetivo é proporcionar ao visitante uma experiência única, interativa e reflexiva.Quais técnicas, influências, equipamentos e acessórios são utilizados em cada registro. É essa a ‘nova cara’ da PHOTOIMAGE BRASIL, que apresentarátudo isso na prática, explorando todos os sentidos e emoções. O público pode esperar grandes novidades e transformações no seu modo de ver e perceber imagem e vídeo”, explica Gustavo Binardi, responsável pelo projeto. Esta edição contará com cerca de 500 marcas expositoras e 34 mil visitantes qualificados e 20 mil m² de área total.

Voltada para fotógrafos profissionais, designers, videomakers, webdesigners, produtores, editores, bloggers e apaixonados, a PHOTOIMAGE BRASIL contará com congressos, workshops, espaços educacionais nos estandes dos expositores, serviços e inovações,além de exposições fotográficas e uma arena de conteúdo durante o evento. A feira, cenário perfeito para que profissionais e apaixonados encontrem inspiração para viver a experiência além da imagem, reúne o maior e mais qualificado número de visitantes e expositores num ambiente repleto de oportunidades, troca de informação e construção de relacionamentos de alto nível.

A PhotoImage Brasil, que ao longo de sua trajetória tornou-se o ambiente ideal para geração de negócios e lançamentos de produtos e serviços, proporciona oportunidade única para fabricantes e distribuidores apresentarem seus produtos e serviços para mais de 30 mil compradores do Brasil e do exterior. Paralelamente ao evento, será realizado o mais relevante congresso de fotografia do país, o Estúdio Brasil, trazendo ampla programação técnica e educacional, reunindo os principais especialistas do setor.

Organizada e promovida pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, a feira acontece de 25 a 27 de agosto, no Pavilhão Verde do Expo Center Norte, em São Paulo.


PHOTOIMAGE BRASIL
Data: 25 a 27 de agosto de 2015
Local: Pavilhão Verde – Expo Center Norte
Rua José Bernardo Pinto, 333 – São Paulo
Informações: www.photoimagebrasil.com.br

25 março 2015

Estúdio Brasil 2015: abertas as inscrições

Dentro da PhotoImage Brasil, o maior congresso brasileiro de fotografia de estúdio abre suas inscrições para a sétima edição.


A sétima edição do congresso já tem data marcada. Nos dias 25, 26 e 27 de agosto, os amantes da fotografia terão a oportunidade de acompanhar as palestras do maior congresso brasileiro de fotografia de estúdio. O Estúdio Brasil 2015 se destaca novamente dentro da PhotoImage Brasil - a maior feira de imagem da América Latina – sendo o evento didático oficial da 23ª feira internacional.

Pelo terceiro ano o evento será realizado no Expo Center Norte, em São Paulo, com uma programação planejada para aprimorar os conhecimentos do fotógrafo de estúdio. Os participantes irão mergulhar em conhecimentos de diversas áreas em palestras estimulantes com explicações teóricas e muita prática ao vivo, orientados pelos grandes mestres da fotografia nacional e internacional. Alguns dos assuntos abordados serão: fotografia de família, iluminação, moda, business e muito mais.




Estúdio Brasil 2015:
Congresso: 25. 26 e 27 de Agosto de 2015
Expo Center Norte - Pavilhão Verde (simultaneamente a 23ª PhotoImage Brasil)
Rua: José Bernardo Pinto, 333
Vila Guilherme - São Paulo - SP

24 março 2015

Congresso de fotografia de recém-nascidos com descontos.

Hoje (24/03) é o último dia para garantir seu ingresso com o preço do 2º lote!


Não perca a chance de participar do maior congresso de fotografia de recém-nascidos do
mundo. E com a Além do Olhar, você tem desconto!

São 3 dias de evento proporcionando mais palestras e mais conhecimento aos participantes,
contaremos com 13 palestras de especialistas, sendo 2 convidadas internacionais para
enriquecer ainda mais o congresso.

O time de palestrantes: Altair Hoppe, Ana Brandt (pela primeira vez no Brasil), Carla Durante,
Erika Muniz, Jaiel Prado, Lidiane Lopez, Marcus Aurélio e Weronica Eller do Estúdio Diga Chis,
Fer Sanchez e Ale Carnieri do Studio Gaea, Dra. Luciana Herrero, Michelle Vilanova, Sílvia
Martins, Simone Silvério e Stephanie Robin.

Os participantes podem acompanhar o congresso diretamente no Teatro Gazeta em São Paulo,
ou online de qualquer lugar do mundo! Além da transmissão ao vivo, o acesso às palestras fica
liberado por 60 dias após o congresso.

O congresso oferece informações essenciais e as novidades do mercado para os fotógrafos que
desejam se aprimorar na fotografia de recém-nascidos. Os palestrantes abordam os principais
temas da fotografia newborn, contando com apresentações teóricas e a prática ao vivo.


Confira a programação completa:

20/04/2015

09:30 às 12:00 hs – Newborn: O que, como e porque, com Erika Muniz
13:30 às 15:00 hs – Lúdico e onírico, uma nova tendência  na Fotografia de Gestantes, com
Lidiane Lopez
15:00 às 16:00 hs – Fisiologia do bebê, a palavra ao especialista, com a Dra. Luciana Hererro
16:30 às 18:30 hs – Criatividade na fotografia de recém-nascidos, com Estúdio Digachis
(Weronica Eler e Marcus Aurélio)
18:30 às 20:00 hs – Pós-produção na fotografia newborn, com Altair Hoppe

21/04/2015

08:00 às 10:30 hs – Luz natural e artificial: dominando a iluminação, com Ana Brandt
11:00 às 12:30 hs – Fotografia de parto, registrando um momento único, com Michelle
Vilanova
14:00 às 15:30 hs – O mercado de fotografia e o desafio de fazer da sua paixão um negócio
rentável, com Jaiel Prado
15:30 às 17:30 hs – Transição de poses: a evolução do ensaio, com Stephanie Robin

22/04/2015

08:00 às 10:00 hs – Ensaio Lifestyle, a maneira espontânea de retratar famílias, com Silvia
Martins
10:30 às 12:30 hs – O desafio da locação externa para ensaios de gestantes e bebês, com
Studio Gaea
14:00 às 15:45 hs – Fotografia de bebês, “smash the cake” e festas infantis, com Simone
Silvério
16:15 às 18:00 hs – Registrando a emoção da família na fotografia newborn, com Carla
Durante

Quer mais detalhes: http://newbornphotoconference.com.br/2015/

19 março 2015

Criatividade nos ensaios de recém-nascidos

Casal de fotógrafos dá dicas de como manter a criatividade nos ensaios de recém-nascidos

 


É comum encontrar trabalhos muito parecidos, ou até mesmo idênticos, de fotógrafos de recém-nascidos. Depois de aprender as técnicas de iluminação, cuidados com o manuseio do bebê e as poses que fazem sucesso entre os pais, diversos profissionais tendem a se acomodar numa fórmula. A receita pode até funcionar para a entrega do produto, mas não faz com que o fotógrafo se destaque entre os inúmeros portfólios que estão disponíveis no mercado.

Para os palestrantes da 5ª edição do Newborn Photo Conference, Marcus Aurelio e Weronica Eller, a criatividade depende do tempo dedicado a cada ensaio, da inclusão harmônica dos elementos que cada família traz e, sobretudo, da busca de referências e inspirações. O casal, que há 4 anos fundou o Estúdio Digachis, em Cuiabá, mantém como assinatura uma estética clean e moderna, mas carrega nos seus ensaios elementos inusitados e divertidos.

Eles contam, que muitas das ideias novas vêm do constante estudo e acompanhamento de outros fotógrafos: “Nós olhamos muito o trabalho dos outros, e acho que isso ajuda muito a ser criativo porque, mesmo que não façamos igual, vemos que é possível fazer. As inspirações ajudam muito”, afirma Weronica.


Cópia X Inspiração

No entanto, cópia e inspiração são duas atitudes completamente distintas, segundo Weronica: “Acho natural as pessoas copiarem, principalmente quem está começando. Eu não ligo, eu não me importo quando vejo fotos iguais as nossas, com a mesma pose, o mesmo acessório. Agora pra fazer diferente, a gente não pode copiar mesmo, fazer exatamente igual, a gente precisa se inspirar. São duas coisas diferentes”.

Uma dica de Marcus é olhar uma fotografia e não tentar fazer igual, mas extrair alguns elementos e adaptar para o seu trabalho: “Por exemplo, a última foto que eu vi da Kelley Ryden, ela postou um bebê numa espécie de rede feita de galhos. Isso abriu uma nova possibilidade para nós, de ver que esse tipo de produção é possível. Eu não vou fazer igual, mesmo porque as pessoas vão reconhecer. Eu posso tentar fazer a mesma pose ou mesmo guardar isso e usar outra hora, outro contexto”, conta Marcus.

A busca pela inspiração depende do gosto, do estilo e da necessidade de cada fotógrafo. “Se você quer melhorar as suas fotos no cesto, por exemplo, você tenta acompanhar alguém que você acha que é bom nisso”, diz Weronica. E completa: “E não é só olhar as fotos. Muitas vezes eles postam dicas e vídeos sobre como fazer, você também pode buscar entrevistas onde eles contam como começaram, por exemplo. De lá, você pode tirar informações úteis”.

O céu é o limite

“Como aqui no Brasil muitas pessoas fazem ensaios bem parecidos, fica parecendo que o Newborn tem uma forma só de se fazer, a forma certa. As pessoas vêm perguntar ‘Como eu faço isso aqui?’. Queremos mostrar para as pessoas que não existe uma estética de newborn, as possibilidades são ilimitadas e tem pessoas que trabalham de formas totalmente diferentes”, afirma Weronica.

E Marcus completa: “Uma vez, um professor meu me falou que criatividade é conhecimento. E eu concordo com isso. Uma pessoa criativa não é um eremita que mora sozinho e de repente fala ‘Vou inventar a roda!’. Como ele está fora do mundo, ele não sabe que a roda já foi inventada há muito tempo. Uma pessoa criativa é totalmente o contrário de uma pessoa isolada, é uma pessoa conectada. Se você tem muita conexão, se você tem muita coisa, é natural que você pense coisas diferentes”.


Newborn Photo Conference

Durante a 5ª edição do Newborn Photo Conference, o casal analisará o trabalho de diversos profissionais que influenciam a sua fotografia e outros que são grandes referências para variadas estéticas. A análise abrangerá fotografias para todos os gostos, desde fotógrafas que utilizam cores pastéis até aquelas que preferem os tons mais fortes, tratamentos mais quentes (alaranjados ou avermelhados) ou frios, estéticas rústicas ou clean, entre outros estilos.

Além disso, eles apresentam muito do seu próprio trabalho durante a prática, dando dicas de técnica, iluminação e, principalmente, composição criativa de cenários. O evento é uma oportunidade imperdível de aprender com os melhores fotógrafos nacionais e internacionais da cena Newborn.


Newborn Photo Conference
Data: 20, 21 e 22 de abril de 2015
Local: Teatro Gazeta
Avenida Paulista, N 900 - Bairro: Bela Vista
São Paulo | SP
Vendas: (11) 3021-3335
http://newbornphotoconference.com.br/2015/matricule-se/







18 março 2015

Festival de Fotografia de Tiradentes – Foto em Pauta

O Festival de Fotografia de Tiradentes – Foto em Pauta chega à sua quinta edição em 2015.


Entre os dias 18 e 22 de março, a cidade será palco de diversas exposições, workshops, palestras, debates, leituras de portfólio, projeções de fotografias e atividades educativas voltadas para a comunidade local.

Reafirmando seu compromisso com a qualidade da programação, o Festival proporciona ao público ricas experiências e trocas com profissionais de renome nacional e internacional, cuja produção artística é representativa no cenário da fotografia brasileira.

Palestras

Todos os anos o Festival de Fotografia de Tiradentes realiza uma série de palestras e o projeto Ciclo de idéias no Centro Cultural Yves Alves (Rua Direita, 168, Centro Histórico).

As atividades são oferecidas gratuitamente ao público, sem necessidade de inscrição prévia (apenas sujeito a limitação do espaço).

As senhas para garantir a participação são distribuídas uma hora antes do início das atividades, e os eventos também serão transmitidos ao vivo no pátio do Centro Cultural.

Ciclo de ideias

O projeto Ciclo de Ideias tenta aproximar o pensamento de grandes fotógrafos contemporâneos, curadores e pesquisadores com o público. O eixo central desses encontros-palestras é discutir temas comuns a um grupo de profissionais e aprofundar assim perspectivas e reflexões sobre a dinâmica autoral de cada um dos convidados. As temáticas funcionam como mote para conhecermos discursos e, sobretudo, o diálogo entre os convidados. A concepção e coordenação do Ciclo de Ideias é de Georgia Quintas e Alexandre Belém, do Olhavê.

Troca de conhecimento e experiência

Os workshops do Festival de Fotografia de Tiradentes têm o objetivo de proporcionar a troca com autores significativos da fotografia brasileira contemporânea. Através das oficinas, o público tem a oportunidade de pensar a fotografia além do documento, em suas implicações na arte contemporânea e em sua capacidade crítica de criar novos mundos, assim como estimular e experimentar a produção criativa com a fotografia em diferentes possibilidades.


Todas as exposições do Foto em Pauta Tiradentes são gratuitas e levam conteúdo cultural de qualidade aos visitantes e à comunidade de Tiradentes.

Os eventos do Festival de Fotografia de Tiradentes estarão concentrados no Centro Cultural Yves Alves,na Rua Direita, nº168.

Tiradentes fica situada na região do Campo das Vertentes de Minas Gerais, a apenas 12 km de São João del Rei, outra importante cidade histórica mineira que merece ser visitada. Se você pretende ir de ônibus, pesquise ônibus para São João del Rei.

Veja a programação completa no site do festival

13 março 2015

Exposição: Encontro de Coletivos Fotográficos Ibero-Americanos

Mostra apresenta um recorte de encontro, que reuniu mais de 100 artistas para  documentar visualmente a cidade de Santos.



Acontece amanhã, 14 de março, às 13h, no Museu da Casa Brasileira, a abertura da mostra E.CO, instalada no jardim do MCB, com painéis fotográficos de grandes dimensões. A exposição, apresenta um recorte do Encontro de Coletivos Fotográficos Ibero-Americanos (E.CO), que reuniu mais de 100 artistas para  documentar visualmente a cidade de Santos, através do olhar peculiar de cada um deles, gerando registros em suportes diversos, tais como fotos, grafites, mapas e vídeos.

Projeto realizado originalmente pelo SESC São Paulo, na unidade Santos, no período de 26 de agosto a 4 de novembro de 2014, o E.CO chega agora ao MCB com um conjunto de trabalhos que formam um mosaico plural de Santos, em seleção organizada pelo Estúdio Madalena. Entre os diversos ensaios fotográficos produzidos, é apresentado no MCB um panorama abrangente, que constrói a imagem da cidade a partir de múltiplos pontos de vista e de reflexões que se originaram em uma ação essencialmente sinérgica e coletiva.

Durante o E.CO, mais de cem artistas de toda a Ibero-américa, agrupados em coletivos, foram encarregados de repensar visualmente o entorno santista, mapeando o espaço urbano e seus arredores para, ao final de dez dias, apresentar uma exposição com diferentes visões da região. Utilizando recursos como fotografia, mapas, grafite e vídeo, o grupo registrou a cidade de forma sistemática, desvendando detalhes de seu urbanismo e modo de vida. Deste processo nasceram estudos sobre a planta urbana desde uma macro-perspectiva, mas também sobre pequenos detalhes que poderiam passar em branco.

A variação e a repetição de azulejos ao longo dos Canais de Saturnino de Brito, por exemplo, tornaram-se um objeto de catalogação minuciosa. A praia santista foi registrada, por um lado, com um olhar voltado aos banhistas que diariamente ocupam as areias, mas também voltado a uma pesquisa com ares arqueológicos sobre objetos trazidos pelo mar ao longo da orla. Do Porto, ícone da região, nasceram ensaios que passam pelos imigrantes que por ali abarcaram, pelos personagens emblemáticos que ainda hoje marcam a paisagem portuária, e também pelo fluxo diário de gente comum, trabalhadores que chegam de bicicletas, vindos de cidades satélites para servir como mão de obra local. Da noite, o que mais chamou a atenção ao olhar estrangeiro foi a presença, em edifícios de um bairro da classe alta, de guaritas e outros símbolos de segurança que, à maneira santista, sintetizam um tema comum às cidades de onde vieram boa parte dos participantes do E.CO: a violência que se espalha pelo território latino-americano e seus reflexos na arquitetura urbana do continente. Por meio da mostra fotográfica em seu jardim, o Museu da Casa Brasileira traz um recorte do resultado desta experiência.


Encontro de Coletivos Fotográficos Ibero-Americanos
Abertura da exposição: 14 de março às 13h – Gratuito
Visitação: até 10 de maio
Museu da Casa Brasileira
Av. B. Faria Lima, 2705 - São Paulo-SP

Exposição: William Eggleston, a cor americana.

Instituto Moreira Salles apresenta maior exposição individual do fotógrafo norte-americano já realizada no mundo. 


A mostra apresenta 172 obras, pertencentes a coleções prestigiosas como a do Museu de Arte Moderna de Nova York, a do Museum of Fine Arts de Houston, do acervo pessoal do artista e das galerias Cheim & Read e Victoria Miro.

William Eggleston é um dos maiores nomes da história da fotografia do século XX. Suas famosas imagens coloridas apresentam o cotidiano e a paisagem das pequenas cidades e subúrbios do sul dos Estados Unidos, a região natal do fotógrafo, durante os anos 1960 e 1970. Eggleston abriu novos caminhos para a fotografia ao mirar suas lentes nos elementos que simbolizavam a modernização americana (carros, estradas, supermercados, outdoors, shopping centers, estacionamentos, motéis), ao apresentar essa realidade em cores vibrantes, e ao registrar o próprio dia a dia, apresentando amigos, familiares e outros personagens em imagens que combinam intimidade e estranhamento. Nos anos de Elvis Presley e Martin Luther King, o sul dos Estados Unidos ainda vivia as cicatrizes do passado escravocrata, com intensos conflitos raciais e uma classe média interessada em usufruir dos novos padrões de consumo.

William Eggleston descobriu o sucesso em 1976, quando o influente John Szarkowski, na época diretor do departamento de fotografia do MoMA/NY, organizou uma exposição de suas fotografias coloridas na instituição. Até então, o preto e branco dominava a fotografia de arte. A exposição, que apresentava cenas prosaicas, uma liberdade na composição das imagens e apostava na sedução da cor – até então mais presente na fotografia amadora e publicitária –, tornou-se objeto de intenso debate entre a comunidade fotográfica, e foi duramente criticada. Ao longo dos anos, no entanto, a mostra se transformou num marco.


Hoje, as imagens de Eggleston estão entre as mais célebres da história da fotografia, com uma lista de admiradores que vai da fotógrafa Nan Goldin ao músico David Byrne, do cineasta Wim Wenders ao brasileiro Karim Aïnouz. Filmes como Elefante, de Gus Van Sant, foram notoriamente inspirados no universo visual do fotógrafo. Tanto Van Sant quanto David Byrne convidaram Eggleston para colaborar em seus projetos.

William Eggleston, a cor americana é uma das maiores exposições já realizadas sobre o artista e traz ao Brasil, pela primeira vez, uma extensa seleção de fotografias produzidas durantes as décadas de 1960 e 1970, considerados os anos de ouro do fotógrafo. Um dos núcleos da mostra reunirá boa parte das fotografias presentes na lendária exposição de 1976, no MoMA. Outras duas salas reunirão as imagens da série Los Alamos, resultado de diversas viagens de carro pelo sul dos Estados Unidos, do Delta do Mississippi à Califórnia, entre 1965 e 1974. Os dois conjuntos são formados por cerca de 150 raras e delicadas fotografias feitas através do processo de dye-transfer, uma técnica de impressão fotográfica quase extinta, que se tornou marca registrada do artista por permitir um controle preciso das cores e intensa saturação.

Mesmo os fãs de Eggleston se surpreenderão com a exposição, que também trará obras menos conhecidas, mas não menos importantes, do período. É o caso do formidável conjunto de retratos feito com uma câmera de grande formato em 1974 e conhecido como 5x7, em referência ao tamanho das chapas usadas. É também o caso de um conjunto de cinco fotografias em preto e branco, feitas antes que Eggleston abraçasse definitivamente a cor. O filme experimental Stranded in Canton (Encalhado em Cantão), rodado em preto e branco entre 1973 e 1974, com registros íntimos e de noitadas com amigos nos bares de New Orleans será exibido em uma das salas da casa da Gávea.

William Eggleston, a cor americana tem curadoria de Thyago Nogueira, editor da revista ZUM e coordenador de fotografia contemporânea do IMS. O projeto expográfico é de Martin Corullon, do escritório Metro Associados, e a identidade visual é da artista gráfica Luciana Facchini.


Por que William Eggleston é importante para a fotografia?

Eggleston nasceu em 1939 em Memphis, Tennessee. O MoMA/NY apresentou em 1976 a exposição Fotografias. Em 1998, Eggleston ganhou o prestigioso prêmio Hasselblad, e, em 2004, o Infinity Awards, do International Center of Photography. Sua obra foi objeto de inúmeros livros, entre eles William Eggleston´s Guide (1976), Chromes (2011) e Los Alamos (2012). Em 2008, o Whitney Museum of American Art fez uma das maiores retrospectivas de sua obra. Em 2002, a dOCUMENTA de Kassel apresentou uma seleção de suas fotografias. O Eggleston´s Artistic Trust, que preserva e divulga o trabalho do fotógrafo, foi fundado em 1992, em Memphis, onde o artista vive e trabalha.

- Em vez de temas “nobres”, Eggleston documentou o cotidiano aparentemente banal do sul dos Estados Unidos, com sua profusão de shoppings de estrada, supermercados, estacionamentos e vitrines;

- O olhar sobre o cotidiano também se estendeu aos amigos e à família, objeto de fotografias que apresentam uma combinação de mistério e intimidade

- Foi objeto de uma polêmica exposição de fotografia colorida no Museu de Arte Moderna de Nova York em 1976, num período em que a fotografia em preto e branco ainda dominava as exposições de arte;

- Trouxe para a fotografia autoral o colorido da fotografia publicitária e a liberdade formal da fotografia amadora;

- Seu inventário fotográfico do sul dos Estados Unidos se tornou sinônimo do modo de vida americano dos anos 1960 e 1970;

- Sua visão do sul do Estados Unidos e seu uso da cor na fotografia influenciou gerações subsequentes de fotógrafos, cineastas e outros artistas visuais.

Alguns artistas influenciados por William Eggleston: os cineastas Wim Wenders, David Lynch, Sofia Coppola, Gus Van Sant e Karim Aïnouz, entre muitos outros; além dos fotógrafos Alec Soth, Nan Goldin, Wolfgang Tillmans, Ryan McGinley, entre muitos outros.


William Eggleston, a cor americana
Visitação: 14 de março a 28 de junho de 2015
Abertura da exposição: 14 de março de 2015, às 17h
Com presença do artista, lançamento do catálogo e projeção do documentário William Eggleston no mundo real, de Michael Almereyda.

Instituto Moreira Salles – Rio de Janeiro
Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
Tel.: (21) 3284-7400/ (21) 3206-2500
De terça a domingo, das 11h às 20h
Entrada franca - Classificação livre


Fontes: IMS
 
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