quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Festival Zum 2018.

Festival dedicado á publicações fotográficas acontece neste final de semana no IMS- SP.


A revista ZUM, publicação de fotografia contemporânea do Instituto Moreira Salles, realiza anualmente o Festival ZUM, com atividades gratuitas na sede do IMS, na avenida Paulista.

O evento promove debates, lançamentos, feira de fotolivros, oficinas e reúne artistas, fotógrafos, editores, cineastas e escritores em conversas e palestras sobre a produção e a circulação das imagens no mundo atual.

Feira de Fotolivros

Feira de fotolivros 2017 – foto de Maria Clara Villas

A Feira de Fotolivros integra a programação do Festival ZUM 2018.

Os editores, coletivos e artistas selecionados que participarão desta edição:

Editoras e coletivos:
Azulejo
Bazar do Tempo
Borogodó
Casa Plana
Chorona + Chicos
Criatura
Des
Editora Madalena
Edusp
Folhagem
Fotô Editorial
Gris
Ikrek
Livro Inventado
Lombada
LP Press
MASP
Mentirinha Editora
Microutopías
Motta Press
Nano Editora
Olhavê
Prêmio Foto em Pauta + Ipsis
quaseditora
re-producir
Bulb F/22
Revista PBMAG
Savant Editora
Sismo
Terra Virgem Edições

Artistas:
Ana Paula Francotti
André Calvão
Bella Tozini
DesapÊ
Giovana Pasquini
Katia Fiera

Convocatória de Fotolivros 2017– foto de Maria Clara Villas

Veja alguns destaques da programação:


SEXTA, 28 de setembro

18h30 – Abertura e lançamento da ZUM #15

O juiz Roberto Scarpinato com seus guarda-costas, no topo do tribunal de Palermo, foto de Letizia Battaglia, 1998


SÁBADO, 29 de setembro:

10h às 20h – Exposição da Convocatória de Fotolivros 2018 [Biblioteca]

13h às 19h – Feira de fotolivros [Térreo]

11h00 – Editores e autores comentam destaques da Convocatória de Fotolivros de 2018 [biblioteca]

Debates:

15h – Nuno Ramos: a política da imagem. Mediação: Agnaldo Farias

17h –Virginia de Medeiros, Jaime Lauriano e Dias & Riedweg: gênero, sexo, classe. Mediação: Tiago Mesquita

19h – Susan Meiselas: jornalismo em contexto. Mediação: Dorrit Harazim


DOMINGO, 30 de setembro:

10h às 20h – Exposição da Convocatória de Fotolivros 2018 [Biblioteca]

12h às 19h – Feira de fotolivros [Térreo]

Veja a programação completa no site do Festival Zum 2018

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Photokina 2018

A maior feira da industria da imagem no mundo acontece nesta semana na Alemanha.


Ambientes de mercado alterados e as necessidades dos clientes estão atualmente movendo a indústria de imagem e, portanto, também Photokina. A principal feira de imagens do mundo abre suas portas de 26 a 29 de setembro na cidade de Colônia na Alemanha.

O evento tradicional está enfrentando uma mudança de geração: as áreas centrais foram complementadas com novos temas e focos de produto. A comunicação móvel de imagens, o processamento digital de imagens e a imagem em movimento ocupam mais espaço. Na vanguarda do extenso programa de eventos e nos stands de expositores, o foco é mais do que nunca na experiência do produto.

Uma reorientação de longo alcance da Photokina em 2017 resultou de mudanças no mercado. A photokina já havia passado por uma "reformulação" em 2016: novas cores, um novo visual, uma presença mais fresca, visando também tornar a Photokina mais atraente para os clientes do futuro. Isso de fato resultou em um aumento significativo no número de visitantes mais jovens. Com novos temas, um novo ciclo e novas datas a partir de 2019, a Photokina oferecerá no futuro uma feira comercial ainda mais compatível com o mercado, pelo ainda ininterrupto entusiasmo pela fotografia e pelo vídeo em todas as idades e grupos-alvo. Assim, permanecerá relevante como uma plataforma de inovação, comunicação e negócios para uma indústria que atualmente oferece um potencial fantástico.


Novos e velhos conhecidos

812 expositores de 66 países estarão representados na Photokina 2018, incluindo grandes empresas do setor como Canon, Cewe, DJI, Fujifilm, GoPro, Hasselblad, Hewlett Packard, Kodak, Leica, Nikon, Olympus, Panasonic, Ricoh, Rollei, Sigma, Sony, Tamron e Vitec / Manfrotto. Participantes importantes dos novos segmentos-alvo também foram recrutados, como o grupo de empresas de smartphones Huawei e o provedor de equipamentos de áudio Sennheiser. A superfície bruta de exposição dos cinco salões abrange 105.500 metros quadrados. Eles são divididos em seções temáticas, a fim de facilitar a orientação para os visitantes e estruturar a visita da feira da maneira mais eficiente possível.


Imagem do futuro
O salto de geração já está sendo tratado pelo photokina Imaging Lab no hall 5.1. A plataforma de inovação mostra o que pode ser possível com tecnologias de imagem no futuro. Empresas estabelecidas, start-ups e instituições de pesquisa apresentam e discutem desafios e abordagens para soluções. Ministro da Economia da Renânia do Norte-Vestfália Prof. Andreas Pinkwart assumiu responsabilidades de patrocínio.

Entre os convidados no palco do Laboratório de Imagem estão Brigitte Zypries (ex-Ministra Federal da Economia), mas também representantes empresariais de alto nível das empresas Canon, Cewe, di support, Huawei, Kodak e Skylum. As coisas ficam interativas no “Start-up Scouting” com Tim Vogelsang (Octorank Innovation), o workshop “Business Model Canvas para Start-ups” com Daniel Bartel (MAK3it) ou a escola de codificação para crianças.O mágico do iPad Simon Pierro apresenta o magia de uma nova geração no último dia da feira.


Inspiração e experiência

No contexto de um programa abrangente de eventos, um papel importante ainda é atribuído à experiência do produto, à troca de conhecimento e inspiração. Um dos destaques do evento é o Playground em Perspectiva da Olympus, no pavilhão 1. Os fãs de fotografia e arte ainda poderão descobrir fotograficamente novos mundos em um espaço de 2.000 metros quadrados após o término da exposição. No Estágio de Comunidades, o Estágio de Profissionais, o Estágio de Movimento e no fórum de traders do Retailing Unlimited Lounge, workshops e palestras serão oferecidos para todos os grupos-alvo.

Os visitantes também podem esperar por impressionantes exposições fotográficas: "Em perigo - retratos de animais em extinção" de Tim Flach, o "Atlas of Humanity", a exposição das Nações Unidas "People on the Move", o "German Youth Photo Prize 2018" "New Talent Award" da Canon e ProfiFoto, bem como "The New BFF Sponsorship Award" são apenas alguns exemplos notáveis ​​de ambição artística e a personificação do zeitgeist.

Você pode encontrar todos os eventos e exposições em nosso banco de dados de eventos.

Mais informações no Site da Photokina.


quarta-feira, 12 de setembro de 2018

1º Festival de Fotografia de Paranapiacaba.

 Festival será um encontro para discutir fotografia e educação, na Vila Histórica de Paranapiacaba.


Nos dias 15 e 16 de setembro, a Vila Histórica de Paranapiacaba será plataforma de embarque para uma imersão educacional a respeito da fotografia na contemporaneidade. Com a proposta de trabalhar a potencialidade cultural existente na paisagem natural, o festival irá explorar o local como museu a céu aberto por meio de oficinas, debates, exposições e atividades diversas.

Em um território de aprendizagem criativo e lúdico, o Festival de Fotografia de Paranapiacaba acontece para favorecer colaborações democráticas, discutir e compartilhar a memória, o patrimônio, a educação, a inclusão, os direitos humanos, o afeto, a empatia, a sustentabilidade, a cidade criativa e educadora, a alfabetização visual, a arte e a cultura.

"Esta Vila, que surgiu para abrigar os trabalhadores que construíram a linha ferroviária Santos-Jundiaí, foi fundamental para o desenvolvimento e identidade do Brasil. Nesta paisagem cultural, pretendemos reunir um grupo diversificado para trocar experiências, construir pontes e diálogos, promovendo sinergias, incentivando a participação social por meio de práticas criativas, técnicas, éticas e estéticas imagéticas e, assim, aprofundar questões da leitura crítica e construção da imagem no mundo contemporâneo.

Um Festival é uma ocasião para celebrar. Vamos festejar na Vila de Paranapiacaba!" -João Kulcsár


Alguns destaques do Festival:


DENISE CAMARGO  - "ESCREVIVÊNCIA"
15 de setembro - 10h  às 17h

ANDRÉ PENTEADO  - PROJETOS FOTOGRÁFICOS: PERCURSO PARA O SEU DESENVOLVIMENTO
15 de setembro - 10h  às 16:30h

COLETIVO AMAPOA  - AQUILO QUE IMPORTA: A FOTOGRAFIA DOCUMENTAL NA CONSTRUÇÃO DE NARRATIVAS PESSOAIS
​15 de setembro - 10h  às 17h

ED VIGGIANI  - ENSAIO DE FOTOGRAFIA, UM OLHAR ETNOGRÁFICO
​15 de setembro - 10h  às 17h

PAULO FEHLAUER  - SOBRE FANTASMAS: CONTAMINAÇÕES ENTRE FOTOGRAFIA E LITERATURA
15 de setembro - 10h  às 17h

EDER CHIODETTO  - FOTOGRAFIA: CURADORIA E ENSAIOS FOTOGRÁFICOS
15 de setembro - 10h  às 16:30h

RICARDO LUIS SILVA  - CAMINHAR-INVENTARIAR
Saída da estação Pref. Celso Daniel - Santo André
15 de setembro - 8:30h  às 17h

BEBETE VIÉGAS  - FOTOGRAFIA DE ARQUITETURA
​15 de setembro - 10h  às 13h

LUCAS LENCI  - MERCADO DA FOTOGRAFIA AUTORAL
​16 de setembro - 10h  às 17h

VALDEMIR CUNHA  - OLHAR VIAJANTE, NARRATIVAS VISUAIS
​16 de setembro - 10h  às 17h

EXPOSIÇÕES


1968 – 50 ANOS DE HISTÓRIA PARA NÃO ESQUECER
​de Evandro Teixeira

“Evandro Teixeira, 1968 - 50 anos de história para não esquecer” tem fotografias de um dos mais importantes nomes do fotojornalismo brasileiro. Evandro fixou inúmeras imagens que marcaram a ditadura, estabelecida em 1964, com destaque a implantação do AI-5, no ano de 1968. Protestos, repressão militar, violência, arbitrariedade, são algumas das cenas que serão apresentas nesta mostra.


HISTÓRIAS DE BRINQUEDOS
​de Gabriele Galimberti

Com a pergunta do título em mente Gabriele Galimberti visitou mais de 50 países durante 2 anos registrando imagens de crianças com seus bens mais preciosos: seus brinquedos.  O Fotógrafo captou a espontaneidade e a naturalidade que envolve o brincar independente do território e de suas diversas origens.

BRECHÓ FOTOGRÁFICO

Durante o Festival acontecerá o Brechó fotográfico, onde estarão à venda: câmeras, lentes, flashes, acessórios fotográficos usados, papéis, filmes e tudo que se relaciona com fotografia!

Data: domingo, 16 de setembro de 2018
Horário: 10h às 16h

FEIRA DE PUBLICAÇÕES

Durante o festival teremos a Feira de Publicações: Um espaço para lançamentos e discussões sobre livros e visibilidade para editoras e produções independentes de fotolivros e zines, além de fotos autorais e objetos de fotografia.


ATIVIDADES DA FEIRA DE PUBLICAÇÕES

Sábado 15/09/2018
Bate papo - Mercado, distribuição e projeto gráfico de fotolivros
Fábio Messias e Viviane Vilela
Horário - 14h

Pensar o projeto gráfico do fotolivro é de extrema importância. A  escolha do papel, formato, capa, sequência das imagens somam-se ao trabalho do autor e se complementam. Este será um dos temas abordados no bate papo sobre fotolivros.

Como funciona o mercado de fotolivros? Quais são as formas de venda e distribuição dos livros? Qual o perfil do público que se interessa por fotolivros? Tais perguntas vão pautar a conversa O mercado de fotolivros: do projeto gráfico à distribuição e vendas

Bate papo - Conversa com o editor
Eder Chiodetto e Fabiana Bruno da Fotô Editorial
Horário - 16h30

O que caracteriza e particulariza um ensaio fotográfico para um fotolivro?  Por que o fotolivro se tornou um desejo autoral dos fotógrafos contemporâneos? Essas questões serão debatidas  entre os editores Eder Chiodetto e Fabiana Bruno, que empreenderam a Fotô Editoral em 2016 como uma consequência natural das linhas de trabalho desenvolvidas no âmbito dos Grupos de Estudos e Criação em Fotografia do Ateliê Fotô, e hoje acumulam a experiência de serem editores de 13 livros publicados.

Durante a palestra os editores falarão do processo de edição de alguns dos livros da editora.

Lançamentos de livros 
17h30- 18h30

Antonio Florence | Intervalos Acidentais
Daniela de Moraes | Serra da Ermida 357
Davilyn Dourado | Chuva fora de lugar
Marcelo Costa |Lugar onde o tempo sofre
Marcio Scavone | Copo de luz
Paula Lyn | Vida Maria Zélia
Zé Bobby | De onde se vê o mar

Domingo 16/09

Clube do Fotolivro
Andressa Cerqueira e Livraria Madalena
Domingo,  14h

O Clube do Fotolivro é uma atividade em que pessoas inscritas previamente  aqui - levam os bonecos de seus fotolivros para a discussão do grupo. As inscrições para apresentar são exclusivas para quem possui um boneco em trabalho, mas qualquer um pode participar, sem precisar se inscrever, fazendo parte do debate. O intuito é promover e difundir a criação de fotolivros, gerando engajamento de público, ao mesmo tempo que auxiliando o autor no desenvolvimento de seu projeto.


Veja a programação completa no site do festival.


Festival de Fotografia de Paranapiacaba

Vila de Paranapiacaba
Santo André - SP
Rodovia Deputado Antonio Adib Chammas - SP 122
15 e 16 de setembro de 2018

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Fotógrafos: Hildegard Rosenthal, pioneira do fotojornalismo brasileiro.

Hildegard Rosenthal, a primeira mulher fotojornalista no Brasil.


Nascida por acaso em Zurique, na Suíça, onde seus pais se encontravam de passagem, Hildegard Baum (seu nome de solteira) viveu na cidade de Frankfurt na Alemanha, onde estudou pedagogia de 1929 a 1933. Formada em pedagogia, teve, uma revelação precoce de seu talento como fotógrafa em 1929, ao vencer o concurso promovido pelo jornal Neue Freie (atual Die Press) com o retrato de um menino – prenúncio de sua eterna atração pelo tema da infância. Depois de uma temporada em Paris, voltou à Alemanha e estudou fotografia com Paul Wolff, especialista na câmera Leica, além de técnicas de laboratório no Instituto Gaedel. O curso marcou a carreira de Hildegard.

Hildegard não era judia, mas seu namorado, Walter Rosenthal, sim. Como resultado do regime nazista mudaram-se para São Paulo em 1937, onde se casaram. Após poucos meses trabalhando numa empresa chamada Kosmos Foto, como orientadora de serviços laboratoriais, a fotógrafa foi contratada por uma pequena e recém-criada agência de notícias, a Press Information, passando a publicar suas imagens em órgãos da imprensa nacional e estrangeira.


Após encerrar sua carreira como fotojornalista, em 1948, ano de nascimento de sua primeira filha, Hildegard Rosenthal passou a fotografar apenas por prazer e elegeu as crianças como tema. Meninas japonesas fotografadas no bairro da Liberdade, engraxates e pequenos jornaleiros se destacam em suas fotos. Em 1959, depois da morte do marido, Hildegard assumiu a direção da empresa da família.


Neste período, Hildegard guardou as reportagens publicadas em um armário no fundo da garagem e os negativos num gaveteiro de madeira. Nele suas filhas brincavam de "escritório".

A fotógrafa não tinha muita preocupação com sua obra dos anos 1930 e 1940. Não catalogava os negativos (muitos de vidro feitos com a máquina Graflex e outros feitos com a Leica), não os datava, mas os localizava com rapidez quando solicitados.

Acreditava que sua fase profissional estava encerrada e queria esquecer as condições precárias em que trabalhou e o desdém com que eram tratados os fotógrafos na época.

Por não achar que a obra tivesse importância iconográfica, um dia, conta a filha Dorothéa, "presenciei a minha mãe abrir os armários da garagem e rasgar jornais, revistas e se desfazer de muitos negativos, pois estavam ocupando espaço". Na ocasião, ela jogou cerca de 13 mil negativos fora.


Sua obra permaneceu em relativa obscuridade até 1974, quando o historiador da arte Walter Zanini organizou sua primeira exposição individual no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo. No ano seguinte, a exposição Memória paulista inaugurava o Museu da Imagem e do Som na cidade. Em 1977, Hildegard ganhou o prêmio de melhor fotógrafa na XIV Bienal Internacional de São Paulo. “É indiscutível que Hildegard Rosenthal inaugura um estilo de fotorreportagem no país”, escreveu o historiador da fotografia Boris Kossoy no catálogo da exposição Cenas urbanas, organizada pelo IMS.

Um acervo, com 3.400 negativos de sua obra, foi adquirido pelo Instituto Moreira Salles em 1996 e reúne praticamente toda sua fase profissional, que destaca cenas urbanas de São Paulo na década de 1930 e 1940, um período em que a cidade passou por um crescimento cultural rápida, tanto material. Hildegard congelou no tempo uma metrópole moderna e movimentada que, no entanto, foi humanizada através de seu olhar fascinado por seus personagens. Outra parte dos negativos foi doada por ela, em vida, para o Museu Lasar Segall.

"A fotografia sem pessoas não me interessa", disse no Museu da Imagem e do Som de São Paulo, em 1981.

As fotos de São Paulo registram o cotidiano da vida urbana: o fluxo de pessoas nas ruas, transporte público, arquitetura, vendedores ambulantes e cidadãos comuns em situações prosaicas. Hildegard registrou pessoas desconhecidas e também modelos que simulavam as circunstâncias do dia-a-dia. Suas imagens têm poucos espaços vazios. O negativo é preenchido quase completamente com conteúdos que são apresentados de forma equilibrada e clara. Valores meio-tom e detalhes na sombra, o que mostra sua intenção de registrar tanta informação.


"A influência da Bauhaus e Construtivismo transformou a maneira de construir a imagem que foi segurado no Brasil da década de 1940, e Hildegard Rosenthal fazia parte desse movimento de renovação. Ela era de pequena estatura, mas muito ousada como jornalista e fotógrafa. "- afirmou em 2013 Sérgio Burgi, coordenador do Instituto Moreira Salles

Livro


Metrópole: Hildegard Rosenthal

Publicado pelo Instituto Moreira Salles, o livro é uma coletânea de fotos da artista, com mais de 100 fotografias feitas nos anos 1940 por Hildegard Rosenthal, o livro Metrópole tem organização e texto de abertura da historiadora Maria Luiza Ferreira de Oliveira e um conto de Beatriz Bracher, inspirado na obra da fotógrafa.

A publicação é dividida em cinco partes. A primeira, “Cenas urbanas”, registra o olhar peculiar de Rosenthal sobre a São Paulo da época. Na seção “Edifícios e grafismos”, as imagens da fotógrafa tornam-se um pouco mais abstratas e ressaltam as linhas curvas de prédios, o verticalismo das plantas e a simetria entre edifícios vizinhos. Em “Interior”, é possível observar os romeiros de Pirapora do Bom Jesus, ou o espetáculo de um circo, com marionetes e máscaras. Ela também se interessou por fazendas, escolas e, principalmente, pelo universo popular, seja da religiosidade, das crianças ou do trabalho.

“Noite/Chuva” é um recorte do trabalho de Rosenthal que privilegia a existência da cidade não apenas em seus monumentos ou enquadramentos ensolarados e bem montados. Nas imagens feitas na chuva, a fotógrafa mostra a fragilidade do espaço, incertezas, poças pelo chão. Hildegard Rosenthal também fotografou pessoas famosas. Na seção “Retratos”, encontramos imagens de pintores e escritores. Lasar Segall, Anatol Rosenfeld, Jorge Amado e Alfredo Volpi foram alguns dos retratados.

"Eu não uso equipamento, eu uso uma câmera, pois não quero depender de equipamentos, isso me irrita. Uso a minha sensibilidade, os meus olhos e a luz". Dessa maneira, Hildegard Rosenthal, pioneira do fotojornalismo brasileiro, definia seu método de trabalho.



segunda-feira, 16 de julho de 2018

Festival Interfoto Itu 2018

Festival que acontece em Itu-SP conta com diversas atividades relacionadas com a fotografia por toda a cidade.


Quem ama fotografia deve acompanhar a programação que está sendo preparada em Itu. Acontece de 19 a 22 de julho a 5ª edição do Festival de Fotografia Interfoto Itu, que promove palestras, oficinas, exposições e debates sobre fotografia.

Neste ano, o festival contou com 2 convocatórias com os temas “Avis Anima” e “Roda da Vida” contemplando a preservação de espécies e a fotografia criativa, o resultado das convocatórias poderá ser visto em exposição na Fábrica São Luiz.

Além das exposições das convocatórias o festival conta com  mais de 20 outras exposições, como: "Transitório" - Fotoclube Bulb f/22; "60 anos de jornalismo" -Sergio Jorge; "Brasil de hoje" - Associação Fototech; "São Paulo século XXI" - Biblioteca Mario de Andrade, entre outras.



Workshops e palestras também acontecerão durante todo o evento, contando com participação de vários nomes da fotografia: José Bassit, Cristiano Mascaro, Marcelo Greco, João Paulo Krajevski, Carlos Rincón, Clício Barroso, Alexandre Keese,  Carlos Nascimento, Marcos Varanda,  Rodrigo Zugaib, André De Oliveira, Yago Moreira, entre outros.

A Canon do Brasil, como uma patrocinadora do evento, forneceu tinta para impressão de todas as imagens das diversas exposições que acontecerão nos dias de InterFoto; e contará com um espaço dedicado à impressão com uma impressora de Grande Formato Canon em funcionamento.

O InterFoto Itu está em sua quinta edição e tem como principal objetivo discutir os principais desafios sobre fotografia, além de expandir o diálogo sobre o tema no interior paulista, importante região para a história da fotografia nacional. Além das exposições, o evento também realizará happy hour com fotógrafos e atividades gratuitas.


As atividades são centralizadas na Fábrica São Luiz, mas também estarão presentes no Museu da Energia, na Casa Da Praça, na Fundação Marcos Amaro, nas praças e becos do centro da cidade.

Nós do Além do Olhar também estaremos por lá, nos vemos em Itu!

InterFoto Itu 2018

Quando: de 19 a 22 de julho
Onde: Fábrica São Luiz
Endereço: Rua Paula Souza, 492, no Centro de Itu
Entrada: gratuita

Veja a programação completa: InterFoto


sexta-feira, 13 de julho de 2018

O fim da Playboy no Brasil.

Em meio à várias acusações chega ao fim a revista Playboy Brasil.

A ultima edição da Playboy Brasil.

A revista Playboy não possui mais um versão brasileira. O contrato da publicação com a editora PBB Lta. foi rescindido no fim do ano passado. A revista termina sua trajetória com acusações contra o ex-diretor da editora PBB, Marcos Abreu. Ex-colaboradores e até a “Playboy” disseram que a marca criada por Hugh Hefner teria sido usada indevidamente.
A PBB adquiriu os direitos, antes da Editora Abril, em 2016. Há 3 meses, a publicação passou a ter uma única edição anual e passou a investir no segmento online.

A primeira edição Brasileira, devido à censura chamada Revista do Homem.

O diretor e produtor de ensaios Rafael Castro, que afirma ter sido contratado para a reformulação do site, diz ter sido enganado. As suas suspeitas começaram após a criação da plataforma Men Play, hospedada no site da revista, para a realização de ensaios com mulheres anônimas.


Os sites brasileiros, antes verificados pela revista, saíram fora do ar. A diretora da Playboy americana Hazel Thompson confirmou as investigações. “Estamos cientes de que o Men Play está infringindo nossa marca registrada e estamos tomando medidas legais para resolver a situação com o máximo de urgência”, afirmou Thomson.

A Playboy Brasil já tinha sido investigada no ano passado após denúncias de assédio sexual contra o vice-presidente da marca André Sanseverino. O caso culminou com o afastamento de Sanseverino da marca.

Ultima capa feita pela Editora Abril, que publicou a Playboy Brasil por 40 anos

Veja curiosidades e capas da Playboy Brasil.

A revista começou a ser editada no Brasil em agoste de 1975, pela editora Abril, que até o número 35 teve de se chamar Revista do Homem, por imposição da censura. Foi a partir da edição 36 de julho de 1978, com Debra Jo Fondren na capa, que passou a estampar o nome e o logotipo "Playboy". Em dezembro de 2015 a edição número 487, foi a última publicada pela Editora Abril. Em abril de 2016, a então recém criada editora PBB Entertainment lança a edição re-inaugural, com Luana Piovani na capa.

Primeira capa  publicada pela editora PBB Entertainment.

Textos sobre a revista Playboy


Olhando pelas várias capas estampadas na revista poderíamos analisar vários aspectos não só da fotografia brasileira dos últimos anos, mas até mesmo da nossa sociedade, como mudança nos padrões de beleza, moda, cirurgias plásticas,evolução das artes gráficas,etc...

Grandes fotógrafos brasileiros já prestaram seus serviços à revista, como Bob Wolfenson, J.R. Duran, Marcio Scavone, Luis Crispino e muitos outros. Sendo assim a revista registra também uma parte da história da fotografia brasileira nos últimos anos.

Um final melancólico para uma revista que fez parte da história do país.

A ultima famosa a estampar a capa da Playboy Brasil.


Uma lista completa coma as capas da Playboy Brasil


Fontes: Uol, Folha, Midiamax

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Turismo e fotografia no Sesc-SP.

Sesc São Paulo promove seminário e passeios imersivos pela metrópole para que o território paulistano possa ser percebido com um outro olhar

Foto da série ‘Souvenirs’.

O Sesc São Paulo comemora, até dezembro de 2018, 70 anos de ações em Turismo Social. Nesse sentido, e por acreditar que a promoção de excursões e passeios deve caminhar em paralelo com as reflexões sobre os impactos gerados pelo turismo, a instituição promoverá, entre outras atividades programadas para todo o estado, o Seminário Internacional “Turismo e Direitos Num Mapa de Contradições” em 12 e 13 de junho, no Sesc 24 de Maio.

Além do seminário, haverá uma série de atividades associadas, com inscrições independentes. Dentre elas, estão programadas caminhadas pelo centro paulistano com acompanhamento de especialistas, buscando desenvolver novos olhares sobre a cidade (14 e 16 de junho, às 10h), saindo do Sesc 24 de Maio. Um desses tours é A Cidade e os Cortiços (14 de junho, saída às 10h do Sesc 24 de Maio) e o outro, Territórios Negros (16 de junho, saída às 10h do Sesc 24 de Maio).

A Avenida Paulista também acolherá outra caminhada (16 de junho, às 11h), dessa vez com o acompanhamento do fotógrafo Michael Hughes (Alemanha), autor da série ‘Souvenirs’, que utiliza das imagens de suvenires de viagens para provocar o público a refletir sobre um mundo em que as representações dos objetos costumam ser mais importantes do que sua realidade. No passeio, com saída do Sesc Avenida Paulista, o público fará imagens da avenida a partir da composição com suvenires ou cartões-postais que simbolizam o local.

Passeio fotográfico: Suvenires de São Paulo


Caminhada pela Avenida Paulista, acompanhada do fotógrafo Michael Hughes (Alemanha, autor da série ‘Souvenirs’. O público fará imagens da avenida a partir da composição com suvenires ou cartões-postais que simbolizam o local. Após a caminhada, o grupo se reunirá para compartilhar e comentar as imagens produzidas. Inclui acompanhamento de guia bilíngue credenciado no MTur. Saída no sábado, 16 de junho, das 11h às 17h (intervalo para almoço entre 13h e 14h), do Sesc Avenida Paulista. Para participar é necessário levar uma câmera fotográfica (profissional, simples ou de celular). Retirada de ingressos com 1h de antecedência.

Caminhadas e vivências pelo centro de São Paulo com pesquisadores do Coletivo Pisa: cidade + pesquisa.
O Pisa é um coletivo de pesquisadores articulados em rede que investigam a cidade para a criação de atividades, publicações e ações de caráter educativo e social. A partir dos mais diversos temas – direitos humanos, urbanismo, arquitetura, entre outros –, utilizam a cidade como objeto da pesquisa e reinserem essa apuração na metrópole, a fim de fomentar discussões, interpretações e pensamento crítico sobre o território paulistano.

A Cidade e os Cortiços


14 de junho, saída às 10h do Sesc 24 de Maio. Retirada de ingressos com 30 minutos de antecedência

O cortiço foi, historicamente, a forma de moradia popular na região central. O percurso mostra os territórios marcados por essa tipologia e as dificuldades de permanência dessa população, desde o levantamento dos cortiços de Santa Ifigênia em 1893 até os dias atuais. Com Giovanna Fluminhan, integrante do Coletivo PISA, estudante de Arquitetura e Urbanismo pela USP, pesquisadora sobre lugares de memória em São Paulo desde 2013

Territórios Negros


16 de junho, saída às 10h do Sesc 24 de Maio. Retirada de ingressos com 30 minutos de antecedência

Embora em grande medida invisível, a memória negra permeia todo o espaço do centro paulistano. O percurso problematiza a ideia dos quilombos urbanos e descobre espaços negros do passado. Mostra como a nomeação das ruas da cidade traz narrativas brancas e dominantes sobre o passado e o presente, realizando uma ponte com espaços negros da contemporaneidade.

Com Patrícia Oliveira, licenciada em História (UNICSUL), bacharel em Biblioteconomia (USP) e mestranda em Ciências Humanas e Sociais pela Universidade Federal do ABC (UFABC). Atua com acervos e pesquisa e estuda lugares de memória relacionados à negritude na cidade de São Paulo e faz parte do Coletivo PISA.

Mais informações no site: SESC-SP


sexta-feira, 20 de abril de 2018

Maio Fotografia no MIS 2018

Maio é o mês da fotografia no Museu da Imagem e do Som de São Paulo.


Anualmente, o Museu da Imagem e do Som dedica um espaço na agenda de programação para exposições exclusivamente de fotografias com obras de artistas nacionais e internacionais. A mostra Maio Fotografia no MIS 2018 fica em cartaz de 21 de abril a 17 de junho e apresenta cinco exposições:

Sandro Miller | Arthur Sasse _ Albert Einstein Sticking Out His Tongue (1951), 2014

Malkovich, Malkovich, Malkovich:
Homenagem aos mestres da fotografia é o resultado da parceria do fotógrafo Sandro Miller com o ator John Malkovich. Em 2013, Sandro Miller iniciou este projeto, que recria diversas fotografias icônicas para homenagear artistas que foram referência ao longo de sua carreira, entre eles, Annie Leibovitz, Bert Stern, Diane Arbus, Dorothea Lange e Robert Mapplethorpe. O MIS é a primeira instituição da América Latina a receber a mostra.

José Oiticica Filho | Um que passa, 1949

JOF apresenta a obra pioneira de José Oiticica Filho, marco na fotografia moderna brasileira. Dentre sua produção se destacam as microfotografias científicas feitas durante seu trabalho como entomologista, a forte atuação nos movimentos cineclubistas, a quebra com o pictorialismo, os experimentos com a abstração, as composições geométricas e as recriações fotográficas a partir de manipulação de negativos.

Walter Carvalho | Carnaval reverso trança branca

Retraço
é um amplo panorama da obra de Walter Carvalho, reunindo imagens produzidas ao longo de quase cinquenta anos. Mais do que ensaios temáticos, estas fotografias são narrativas abertas a partir de suas continuidades e contrastes.

Uma exposição com obras do Acervo MIS - Era preciso esperar para saber - e outra da fotógrafa Olga Gaia, selecionada por meio da convocatória Nova Fotografia 2018, completam a programação.

Programação paralela


20.04 - Mobgraphia
No dia 20 de abril, às 19h, acontece o Festival mObgraphia 2018 , onde serão anunciados os cinco finalistas e o vencedor das categorias abertas (arte em mobgrafia, documental, paisagem, preto e branco, retrato e street), além dos três finalistas e o vencedor da categoria Ensaio, com o tema Água. A exposição com os finalistas e os vencedores das categorias do Festival promovido pela mObgraphia Cultura Visual fica em cartaz no Museu ao longo de todo o Maio Fotografia no MIS 2018.

21.04 - Abertura: Ciclo de conversas
15h | Conversa com Walter Carvalho  | Local: Auditório MIS (172 lugares)*
17h | Conversa com Ronaldo Entler (curador da exposição Acervo MIS: Era preciso esperar para saber) | Local: Auditório MIS (172 lugares)*

05 e 06.05 - Foto Feira Cavalete
Horário: Sábado, das 12h às 20h, e domingo, das 11h às 19h
Local: Área externa
Evento para amantes da fotografia, que reúne fotógrafos, galerias, editoras, selos independentes, artistas visuais e produtores. O objetivo é oferecer todo e qualquer objeto fotográfico: impressões, publicações, fotolivros, fotozines, livros de artistas, caixas de fotografias, fotos soltas e também roupas e serviços como impressão fine art, conservação de arquivos etc. A Foto Feira Cavalete é organizada pela DOC Galeria | Escritório de Fotografia.


26.5 - Ciclo de conversas
15h | Conversa com Sandro Miller | Local: Auditório MIS (172 lugares)


27.05 - Maratona Infantil - Maio Fotografia

Cursos de fotografia
O MIS está com inscrições abertas para cinco cursos de fotografia: Uma história social da fotografia (03 de maio a 28 de junho), Fotografia contemporânea (02 a 30 de maio), Fotografia de rua (03 de maio a 21 de junho), Fotografia para câmeras compactas e smartphones (14 a 28 de maio) e Fotografia de paisagens (4 a 18 de junho). Os alunos inscritos nestes cursos ganham um ingresso e participam de visita guiada pelo professor à exposição Maio Fotografia no MIS 2018.

SOBRE O MAIO FOTOGRAFIA NO MIS


Criado em 2012, o projeto Maio Fotografia no MIS dedica cerca de dois meses por ano à fotografia, com todos os espaços do Museu tomados por exposições, seminários e oficinas. Em suas seis edições figuraram importantes artistas, nacionais e internacionais, como André Kertész, Andy Warhol, Carlos Eber, Chico Albuquerque Claudio Edinger, Gregory Crewdson, Josef Koudelka, Martin Parr, Mauricio Lima, Valdir Cruz, Vivian Maier e Willy Ronnis.

Maio Fotografia no MIS 2018

exposição / fotografia
Data: de 21 abr a 17 jun 2018
ABERTURA: 21 de abril, às 14h | Entrada gratuita
HORÁRIOS: 12h-21h ter a sáb | 11h-20h dom e feriados
INGRESSOS: R$10 (inteira) e R$5 (meia) |Gratuito às terças

Compartilhe sua foto na exposição com #mis_sp

Fonte: MIS-SP

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Prêmio Pulitzer 2018

Anunciados os vencedores do Prêmio Pulitzer 2018

Um veículo passa em um grupo de manifestantes que marcham ao longo de uma rua do centro em Charlottesville no dia do Unite the Right, no sábado 12 de agosto de 2017.

A Universidade Columbia, em Nova York, anunciou os vencedores do prêmio de literatura, jornalismo e artes de maior prestígio nos Estados Unidos, o Prêmio Pulitzer.
O fotojornalista freelancer Ryan Kelly do The Daily Progress, Charlottesville, na categoria Breaking News Photography.

Uma imagem arrepiante que refletia os reflexos e a concentração do fotógrafo em captar o momento do impacto de um ataque de carro durante um protesto racialmente carregado em Charlottesville, Virgínia.

Ryan Kelly foi um fotojornalista do The Daily Progress em Charlottesville por quatro anos, de 2013 a 2017. O comício Unite the Right e suas consequências marcaram sua designação final no jornal, antes de ele e sua esposa se mudarem para Richmond. Kelly, 31, continua a cobrir notícias e esportes em Richmond e Charlottesville como freelancer.


Na categoria Feature Photography a premiação foi concedida ao staff de fotografia da Agência Reuters, pelas fotografias chocantes que expuseram o mundo à violência que os refugiados Rohingya enfrentaram ao fugir de Mianmar.



Conheça os vencedores do Pulitzer 2014 e seus trabalhos:



Fonte: Pulitzer.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

World Press Photo 2018

 A World Press Photo Foundation anunciou os resultados de seu 61º Concurso Mundial de Fotografia da Imprensa.

Fotógrafo venezuelano Ronaldo Schemidt ganha prêmio World Photo Photo of the Year

A World Press Photo Foundation anunciou os resultados de seus renomados concursos, o 61º Concurso Mundial de Fotografia da Imprensa e o 8º Concurso Digital de Contação de Histórias da World Press Photo, em sua premiação anual em Amsterdã.

The World Press Foto do Ano

A World Press Photo do Ano homenageia o fotógrafo cuja criatividade e habilidades visuais criaram uma imagem que captura ou representa um evento ou questão de grande importância jornalística no último ano.

O júri, presidido por Magdalena Herrera, atribui o prêmio á fotografia de Ronaldo Schemidt intitulado 'Venezuela Crisis' - que também ganhou o primeiro lugar na categoria Spot News Single. A imagem mostra como José Víctor Salazar Balza (28) em chamas em meio a violentos confrontos com a polícia de choque durante um protesto contra o presidente Nicolás Maduro, em Caracas, Venezuela. Salazar foi incendiado quando o tanque de gasolina de uma motocicleta explodiu. Ele sobreviveu ao incidente com queimaduras de primeiro e segundo grau. Schemidt (n. 1971) é fotógrafo da Agence France-Presse, com sede no México.

Magdalena Herrera, diretora de fotografia da Geo France e presidente do júri, disse sobre a escolha da World Press Photo of the Year:
"A foto do ano tem que contar um evento, isso é importante o suficiente, também tem que trazer perguntas ... tem que se engajar e tem que mostrar um ponto de vista sobre o que aconteceu no mundo este ano."

Ela descreve a fotografia vencedora:
“É uma foto clássica, mas tem uma energia instantânea e dinâmica. As cores, o movimento e é muito bem composto, tem força. Eu tenho uma emoção instantânea ...

O membro do júri Whitney C. Johnson, vice-diretor de fotografia da National Geographic, também acrescentou:
"É bastante simbólico, na verdade. O homem, ele tem uma máscara no rosto. Ele veio para representar não apenas a si mesmo e a si mesmo em chamas, mas uma espécie dessa idéia de queima da Venezuela."

O membro do júri Bulent Kiliç, principal fotógrafo da Turkey Agence France-Presse, também acrescentou:
“E há um pequeno detalhe na foto. Havia uma arma na parede. Ele lê "paz". Isso significa paz. Isso também faz com que essa imagem seja forte. ”

O membro do júri Eman Mohammed, fotojornalista, também acrescentou:
“Isso apenas dá a você a sensação de mais poder para as pessoas. Para os que falam."

Novo processo de divulgação este ano

A fundação anunciou os nomeados em cada categoria do Concurso de Fotografia, o Concurso de Contação Digital e os seis nomeados para o World Press Photo do Ano em 14 de fevereiro. Todos os vencedores, incluindo o World Press Photo do Ano, foram revelados no Awards Show em Amsterdã.




Concurso de Fotografia da Imprensa Mundial de 2018

O concurso é gratuito para entrar e fazer inscrições de todo o mundo: 4.548 fotógrafos de 125 países enviaram 73.044 imagens. Um total de 42 fotógrafos de 22 países foram premiados em oito categorias.

Um grupo de profissionais reconhecidos internacionalmente reuniu-se em Amsterdã para julgar todas as inscrições. O júri é independente e todas as inscrições foram apresentadas anonimamente. Um secretário sem direito a voto salvaguarda a imparcialidade do processo, que é explicado integralmente aqui . A equipe, a diretoria e os parceiros da World Press Photo Foundation não podem direcionar as decisões do júri.


Prêmios

O primeiro prêmio, o World Press Photo do Ano, traz um prêmio em dinheiro de 10.000 euros. Além disso, a Canon apresentou ao fotógrafo vencedor uma seleção de equipamentos de câmera.

Os indicados têm suas viagens e hospedagem pagas pela Fundação World Press Photo a Amsterdã para que possam participar do Show de Premiação e do World Press Photo Festival , um evento que acontece de 13 a 14 de abril com apresentações de fotógrafos, exibições e palestras. Eles também recebem um diploma e um Golden Eye Award no Show Awards.

Exposição de 2018

As fotografias premiadas são montadas em uma exposição que viaja para 100 locais em 45 países e é vista por mais de 4 milhões de pessoas por ano. As fotos vencedoras também são publicadas no anuário anual, disponível em vários idiomas. O primeiro World Press Photo Exhibition 2018 é aberto em De Nieuwe Kerk, Amsterdã, em 14 de abril de 2018. Saiba mais sobre a exposição em Amsterdã .


Concurso de Contação Digital de Histórias Mundiais da World Press de 2018


O Concurso de Contação Digital de Histórias premia aqueles que produzem as melhores formas de jornalismo visual possibilitadas pelas tecnologias digitais e pela disseminação da Internet. O concurso está aberto a contadores de histórias digitais, jornalistas visuais e produtores, com trabalhos que incluem o trabalho de um jornalista visual profissional.

Galeria de todos os indicados do 2018 Digital Storytelling Contest
Neste ano, 308 produções foram submetidas ao concurso: 149 Short Form, 63 Long Form, 68 Immersive Storytelling e 28 Innovative Storytelling. 12 produções foram nomeadas nas 4 categorias.

Prêmios

Nomeados em cada categoria são convidados para o World Press Photo Festival em Amsterdã. Um representante de cada uma das produções indicadas tem suas viagens e hospedagem pagas pela World Press Photo Foundation. Os vencedores de cada categoria recebem um diploma e um Golden Eye Award, apresentados durante o Show Awards. Os projetos premiados são reunidos em uma exposição que viaja para locais selecionados.

Sobre o World Press Photo Foundation

Somos uma plataforma global que conecta profissionais e audiências por meio de jornalismo visual confiável e narração de histórias, fundada em 1955, quando um grupo de fotógrafos holandeses organizou um concurso (“World Press Photo”) para expor seu trabalho a um público internacional. Desde então, o concurso tornou-se o concurso de fotografia de maior prestígio do mundo e, através do nosso bem-sucedido programa de exposições em todo o mundo, apresentamos a milhões de pessoas as histórias que importam.

A World Press Photo Foundation é uma organização sem fins lucrativos, criativa e independente, sediada em Amsterdã, na Holanda. Recebemos apoio da Loteria Postal Holandesa e somos patrocinados mundialmente pela Canon.

Fonte: World Press Photo Foundation 


 
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